Renault Clio Rip Curl 1.2 TCE/100 CV

É Fresco, é!...

FOI «Carro do Ano 2006» e como nas gerações anteriores não demorou a impôr-se no segmento. Não tarda muito, também o veremos pela primeira vez numa versão station ou estate como gostam de chamar. Uma carrinha, enfim... Enquanto isso, sucedem-se as séries especiais limitadas; à boleia do verão surgiu uma associada à marca de desporto australiana «Rip Curl». Cores e interiores exclusivos, aplicações gráficas e um lote de equipamento específico, compõem um conjunto que se deseja jovem, bonito e dinâmico.


ATÉ AQUI, nada de propriamente novo. Anteriormente a marca francesa já tinha feito semelhante associação à «Decathlon», por exemplo. A verdadeira novidade deste modelo esconde-se sob o capot: 100 cv no mais pequeno propulsor actualmente disponível nas gamas Clio, Modus e Twingo, não estranhando que em breve possa também surgir no Mégane.
Nem a forma como este incremento de potência foi obtido — mais 25 cv - constitui propriamente uma novidade em termos mecânicos. Estes números de potência mais próprios de um motor 1.4, ou de binário de um 1.6, são alcançados com a entrada em funções de um turbo de pequenas dimensões, com função «overpower» que permite um aumento temporário de valores, acima das 4500 rpm.

PARECE simples e realmente é! Complexo é fazer conjugar o funcionamento sem variações bruscas do motor ou «engasgo» em baixa rotação, como há uns anos acontecia nas primeiras associações do turbo a um propulsor de combustão com 4 válvulas por cilindro. Santa electrónica que sabe gerir de forma conveniente a recirculação dos gases e a admissão conveniente do carburante, com a preocupação acrescida de não fazer aumentar os consumos e por consequência as emissões poluentes! O resultado prático é realmente de uma certa descrição até às 1800/2000 rpm, mas, a partir daí, vai em crescendo suave mas firme até à entrada em função da tal válvula que nos recorda os 100 cv anunciados...

UMA EXCELENTE, precisa, suave e bem escalonada, caixa de cinco velocidades, colabora em todo este desempenho. Se a isto juntarmos o comportamento neutro da carroçaria, temos um conjunto que, sem entusiasmar muito em termos de comportamento, é menos amorfo e sensaborão do que a versão de 75 cv do mesmo motor. Mas não só... surpresa das surpresas, num andamento misto consegue ser até mais económico!

O QUE FAZ desta versão, uma alternativa aos «pequenos diesel» bem mais caros. Com uma média de consumos em torno dos seis litros de gasolina, feitas as contas, os cerca de 3000 euros a mais pelo 1.5 dCi de 85 cv com o mesmo nível de equipamento, talvez não consigam ser compensados pelo menor preço do gasóleo. Depende do número de quilómetros que se percorra, obviamente. No entanto, também é bom não esquecer que a manutenção de um carro a diesel é geralmente mais dispendiosa.

É NESSE «mercado» que recrudesce a importância desta versão de motor. Para já, a gasolina, a gama nacional apresenta somente este bloco com 75 ou 100 cv. A diesel, a hipótese é o 1.5 dCi com 85 ou 100 cv. Do Clio já muito se falou das elevadas características de segurança, uma preocupação do construtor francês. Quanto a este «Rip Curl», em termos genéricos, vê reforçada a vertente desportiva com uma forra mais personalizada dos bancos e aplicações no tablier. A posição de condução é boa e ergonomicamente também nada de negativo há a apontar.

A MAIOR distância entre eixos desta geração Clio, melhorou a habitabilidade, principalmente nos lugares traseiros. A volumetria da mala não impressiona, mas a variante «Rip Curl» acresce a funcionalidade de um tapete com sistema de divisórias em borracha, impermeável como os que existem para o habitáculo, ou não apelasse esta versão aos desportos radicais...
Baseado no nível Dynamique, já inclui ABS c/ assistência a travagens de emergência, airbags frontais e laterais tórax para condutor e passageiro, faróis de nevoeiro, ar condicionado manual, jantes de liga-leve de 15'' e rádio/CD c/MP3 que, neste caso, permite a conexão de um leitor MP3 externo.


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PREÇO, desde 16850 euros MOTOR, 1149 cc, 100 cv às 5500 rpm., 145 Nm às 3000 rpm, 16 V., turbo com função overpower PRESTAÇÕES, 184km/h CONSUMOS, 7,5/5,0/5,9 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES CO2, 139 g/km (combinado)


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1 comentário:

  1. viva,

    Acham mesmo que vale a pena comprar este em vês do 1.2 de 75cv? É que tenho um Dinamique TCE 100cv em vista por 10500€, mas tenho receio que no final gastew mais que o de 75cv por ser mais potente, pneus mais largos, etc

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