ENSAIO: Ford B-MAX 1.0 Ecoboost (gasolina) e 1.5 TDCi (gasóleo)

Compacto, versátil, funcional, fácil e prático de dirigir. Assim se pode definir o B-Max em poucas palavras. E se o objectivo de qualquer fabricante automóvel, a par da qualidade ou do preço, é produzir um veículo capaz de se destacar da concorrência, neste automóvel a razão principal para isso acontecer encontra-se na abertura das portas laterais. Porque as traseiras são de correr e porque isso implicou a ausência do pilar central de sustentação, esta característica garante-lhe um acesso bastante amplo e muito fácil aos lugares traseiros. Além disso, apesar deste pequeno monovolume da Ford medir pouco mais de 4 metros, pode transportar cargas até 2,3 metros de comprimento, graças ao rebatimento total do encosto do assento da frente. Dotado de motores económicos e realistas, vamos então conhecer como se comporta em estrada e num uso familiar, todas as funcionalidades que oferece e algumas curiosidades sobre este inovador modelo.

Este novo representante do sub-segmento dos monovolumes compactos, uma classe de veículos que conhece um forte crescimento das vendas a nível europeu, é a resposta da Ford a uma nova tendência de carros compactos e urbanos, versáteis e de elevada polivalência.
A maioria dos leitores que já viu o seu anúncio na televisão, certamente recorda o momento em que as portas laterais do B-Max se abrem para o nadador atravessar o interior do automóvel antes de mergulhar nas águas da piscina.
Esse vídeo comercial, que poderão rever no final deste texto, salienta com precisão a "imagem de marca" deste automóvel: a abertura de correr das portas laterais traseiras e a ausência de pilar central, características que lhe conferem um acesso facilitado e extraordinariamente amplo ao seu habitáculo com 1,5 metro de largura!
Além de mais, com apenas 4,1 metros de comprimento o B-Max pode transportar cargas de até 2,3 metros, como uma prancha de surf, por exemplo. 
Mais dados sobre as dimensões, equipamento e motores encontram-se no TEXTO DE APRESENTAÇÃO deste modelo.

Interior pouco modular mas funcional

A forma de abertura das portas laterais (as da frente de forma convencional, as traseiras deslizando para trás sobre calhas) é decisivo para a acessibilidade. Sobretudo quando se estaciona em locais mais estreitos, já que a amplitude da abertura destas portas é menor. Mas também quando existe necessidade de instalar crianças nas respectivas cadeirinhas de segurança.
Contudo, a funcionalidade do habitáculo encerra-se praticamente aqui e na circunstância do encosto do banco dianteiro do acompanhante rebater na totalidade. Nem o assento traseiro tem a faculdade decorrer sobre calhas, o que possibilitaria variar a amplitude da bagageira, nem a capacidade desta é expressiva: somente 318 litros (ampliável até 1286 com o rebatimento assimétrico do banco traseiro), mais um pequeno compartimento sob o piso.
Não existe pneu suplente, substituído por um kit anti-furo. Contudo, existe a possibilidade de instalar um pneu de reserva fino, um opcional que custa 60 euros.
Um painel de bordo simpático e a disposição funcional dos comandos acompanham uma impressão geral de materiais e de construção que satisfaz para o segmento.
Menos satisfatória é a existência de poucos locais para depositar pequenos objectos, como chaves, telemóveis e afins.

Alterações devido à forma de abertura das portas


A ausência do pilar central obrigou a uma nova colocação dos cintos de segurança dianteiros, que correm ao longo da parte lateral do respectivo banco. Por causa deste facto, o sistema de trancas das portas à carroçaria situa-se na parte superior e inferior do arco, embora, naturalmente, para as abrir, se proceda da forma convencional. Isto permite que as portas possam trabalhar independentemente uma da outra, ou seja, qualquer delas pode abrir ou fechar individualmente.
Os vidros traseiros não têm abertura.
As portas laterais deslizantes têm uma abertura fácil e segura, exigindo apenas maior esforço para as desbloquear e proceder à operação de fecho. O facto evita que, sobretudo em terrenos inclinados, a porta se desbloqueie involuntariamente e cause ferimentos a quem encontrar no caminho. É que, por uma questão de segurança mas também de fiabilidade do sistema, estas portas não são propriamente leves.
Os assentos traseiros estão numa posição mais elevada face aos dianteiros. Além de beneficiar a visibilidade, tal facto confere mais espaço para as pernas dos seus ocupantes, que têm ainda espaço para colocar os pés debaixo dos bancos da frente.
É possível dispor de tecto panorâmico em vidro com cortina protectora.
Não sendo de todo desconfortável para três, o banco traseiro é mais indicado para dois ocupantes.

Atitude do motor: 1.5 TDCi

Disponível em Portugal com o novo motor a gasolina EcoBoost 1.0 com 100 ou 120 cv, um 1.4 de 90 cv igualmente a gasolina e o diesel 1.6 TDCi de 95 cv, coube para primeiro teste ao Ford B-Max, a nova motorização 1.5 TDCi de 75 cv.
Esta unidade deriva do bloco 1.6 e uma das razões da sua existência prende-se com o facto de, em alguns mercados, motorizações com cilindrada até 1500 cc serem fiscalmente beneficiadas.
Equipada com uma caixa manual de 5 velocidades, reclama emissões de 109 gr./Km e um consumo médio de 4.1 litros.
No final do ensaio, este último valor ficou mais próximo dos 5,5 litros, condicionados pela aerodinâmica do B-Max e por uma condução mais urbana.
Não escondendo o facto de ser a gasóleo, quer pelo ruído quer pelas ligeiras vibrações ao ralenti, face à escalada actual de potência, os 75 cv reivindicados podem parecer escassos. Contudo, o seu desempenho é bastante satisfatório. Apesar de um binário pouco expressivo que, naturalmente, tornam o seu desempenho menos efusivo na abordagem de percursos mais inclinados ou com a lotação próximo do limite. Isso faz com que seja mais necessário recorrer à caixa de velocidades, afinal nada de extraordinário até porque a manete das mudanças fica colocada numa posição deveras confortável.

Atitude do motor: 1.0 Ecoboost


Estreado no Ford Focus, o B-Max é o segundo novo modelo da gama da marca americana a receber este pequeno e leve motor com apenas 3 cilindros.
Os elevados índices de potência e de eficiência, até há pouco tempo impensáveis num bloco com somente 998 cc, devém-se à pressão e precisão da pulverização do combustível para o interior do motor, aliado à compressão dos gases por acção de um pequeno turbo.
Uma potência de 100 cv e um binário praticamente constante de 170 Nm entre as 1400 e as 4000 rpm conferem-lhe um andamento que surpreende pela agilidade e dinâmica que empreende ao conjunto. Pese embora os maiores constrangimento revelados na abordagem de percursos mais íngremes ou quando circula com a sua máxima lotação.
No entanto, destaca-se a resposta e o empenho do motor logo a partir das 1500 rpm, estendendo esse poder durante uma faixa de regime bastante ampla. Auxiliado pela boa desmultiplicação da caixa de 5 velocidades, no conjunto, o desempenho "elástico" deste motor revela alguma equivalência à atitude e às características mais habituais de um propulsor a gasóleo.
Embora bastante mais silencioso do que este.
Mais-valia das capacidades que este motor apresenta, os reflexos que produz sobre os consumos e emissões. Ensaiado sem grandes preocupações de poupança e com predominância de estrada, os consumos, durante o ensaio, rondaram quase sempre a casa dos 6,0 litros.  

Atitude em estrada e condução


Surpreendente acaba por se mostrar o comportamento do B-Max. Com uma suspensão mais firme, mas que não penaliza grandemente o conforto, a sua postura em estrada ou ao curvar inspiram confiança, revelando que sabe equilibrar, com segurança e sem surpresas para o condutor, a configuração exterior mais elevada do conjunto.
A sensibilidade da direcção assistida eléctrica varia em função da velocidade e existe sistema de ajuda ao arranque em declive, para facilitar o chamado “ponto de embraiagem”.
Quem aprecia uma posição de condução mais vertical, vai encontrar no B-Max uma solução bastante cómoda, mesmo após longos períodos de viagem. Em matéria de visibilidade, esta posição de condução mais elevada e a ampla superfície vidrada são favoráveis. Apesar de, em certos momentos, a forte inclinação e volumetria dos pilares dianteiros poder condicionar a visão lateral.
Para trás, sensores e uma câmara de visão traseira serão sempre auxiliares preciosos em manobra.

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DADOS E CARACTERÍSTICAS MAIS IMPORTANTES: 1.5 TDCi
Preços (desde)
22045 euros (cor azul, incluindo despesas)
Motores
1498 cc, 8 válvulas, 75 cv às 3750 rpm, 185 Nm às 1700 rpm  common rail, turbo e intercooler
Prestações
157 km/h, 16,5 seg.(0/100 km/h)
Consumos (urbano/estrada/combinado)
4,8/3,8/4,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)
109 gr/km

DADOS E CARACTERÍSTICAS: 1.0 Ecoboost
Preços (desde)
19345 euros (cor azul, incluindo despesas)
Motores
998 cc, 3 Cil./12 Valv., 100 cv às 6000 r.p.m., 170 Nm das 1400 às 4000 rpm, injecção directa, turbo
Prestações
175 km/h, 13,2 seg. (0/100 km/h)
Consumos (urbano/estrada/combinado)
6,6/4,3/5,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)
119 gr/km

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1 comentário:

  1. é um senhor carro poderá fazer frente a SPIN com um pouco mais de comprimento aumentando com isso sua mala para superar a SPIN funerária

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