ENSAIO: Citroën C3 1.4 HDi

Bonito e melhorado, tem motores e preços ajustados à realidade. Mas esperava mais da habitabilidade, sobretudo no banco traseiro. Revelando maior exigência na escolha dos materiais e na qualidade dos acabamentos, o novo C3 apresenta-se com um carácter bastante mais desportivo e moderno. Mas por mais voltas que se dê ao carro, o que mais lhe sobressai é mesmo o seu prolongado pára-brisas panorâmico Zenith, principal responsável pelo estilo único e inconfundível do C3.

Com 1,35 m desde o capot até à zona metálica do tejadilho, graças a este vidro, os passageiros dianteiros dispõem de um campo de visão ampliado. Para proteger o interior do sol, o vidro possui coloração na parte superior e uma persiana rígida, com duas palas solares, aumenta a área coberta do tejadilho. De resto, uma solução já utilizada no Citroën Picasso.
No interior, a nova geração traz um conjunto de novidades. Não só em termos de equipamento. Criterioso na escolha dos materiais, o C3 peca, ainda assim, por outros de qualidade inferior em zonas menos visíveis do tablier ou na fragilidade revelada pelas palas solares, que nem sequer dispõem de espelho de cortesia. E embora tanto a zona de comandos como dos instrumentos se tenham revelado funcionais, a posição baixa do equipamento de som e a fraca iluminação artificial do habitáculo, são aspectos melhoráveis.


Habitabilidade igual

A forma não inteiramente redonda do volante, de maneira a não interferir com as pernas, deve-o à posição de condução mais alta do que é habitual num modelo utilitário. Elevar os bancos foi um dos “truques” utilizados para ganhar espaço para os ocupantes sem sacrificar a mala (300 l, sensivelmente o mesmo), ainda que o novo C3 seja ligeiramente maior do que o anterior.
Consoante as necessidades dos passageiros dianteiros, os ocupantes do banco traseiro podem ficar bastante condicionados, embora, devido à posição dos assentos, exista espaço para os pés debaixo dos dianteiros, não obrigando a dobrar demasiado os joelhos.
Sensação de uma maior amplitude tem-na também o passageiro dianteiro, uma vez que o tablier recua nessa zona frontal.

Atitude tranquila

Naturalmente que a posição mais elevada dos bancos resulta numa melhor visibilidade e torna o C3 um carro prático de manobrar em cidade. Com a direcção bem assistida e uma suspensão macia que pneus de grande diâmetro permitem, o comportamento também demonstra bastante estabilidade em estrada e bom desempenho em curva.
Apesar do “pacote” mais equilibrado para o mercado nacional ser certamente aquele que dispõe do versátil e económico motor 1.4 HDi com 70 cv, este nem sempre consegue oferecer o necessário dinamismo quando a lotação está completa. Ainda assim, para uma condução tranquila e económica, tanto em cidade como em auto-estrada, o conjunto demonstra agilidade suficiente para os objectivos a que se destina.
Melhores prestações oferece o 1.6 Hdi com 90 cv. Contudo, o um preço simpático deste — abaixo dos 20 mil euros quando complementado com ar condicionado manual e rádio/CD/MP3 — constitui claramente uma justificação de peso para a sua utilização.Uma versão anterior do C3 denominada “First”, equipada com o mesmo motor ou com o bloco a gasolina 1.1i de 60 cv, mantém-se em comercialização a partir dos 12 mil euros.

PREÇO, desde 23 634 euros 
MOTOR, 1398 cc, 70 cv às 4000 rpm, 8 V, 160 Nm às 2000 rpm, turbo, common-rail
CONSUMOS, 5,3/3,8/4,3 l (cidade/estrada/misto) 
EMISSÕES CO2, 113 g/km

1 comentário:

  1. Se o ensaio tivesse data, é que era bom.É um ensaio deste ano, do século XIX?
    Cumps

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