ENSAIO: Ford Focus 1.5 TDCi Titanium (MY2015)

Um dia os automóveis vão levar-nos ao destino sem precisar de ser conduzidos da maneira como sempre se fez: guiando-os através do volante e fazendo movimentar o motor com o auxílio do acelerador e da caixa de velocidade. Um dia, que não andará muito longe, a interacção homem/máquina será quase completa. Estranho? Impossível? Não. A Ford é uma das marcas que já ensaia soluções para serão essenciais para quando esse momento chegar. O Focus anterior utilizou algumas, o actual vem ainda mais preciso e completo nessa matéria. Descubra como.


Não estará longe o momento em que nos bastará entrar num automóvel, indicar-lhe por voz a direcção pretendida e deixar que ele nos conduza, sozinho, ao destino. A Ford ainda não chegou tão longe. Mas depois de estrear no Focus o sistema de estacionamento autónomo (primeiro paralelo, agora também perpendicular), apresenta-nos agora tecnologia ainda mais evoluída para maior interacção entre o condutor e o veículo.

O sistema “SYNC2” é uma evolução tremenda do sistema de reconhecimento vocal. Ele permite comandar, através da voz, diversas funções do automóvel. As relativas ao sistema de áudio, naturalmente, mas igualmente controlar o sistema de navegação (indicando a morada de destino, por exemplo), activar funcionalidades do smartphone emparelhado (procurar um contacto, efectuar uma chamada ou até pedir a leitura de mensagens recebidas) e mesmo comunicar, sempre por instrução oral, qual a temperatura pretendida para o habitáculo ou intensidade do ventilador.

A grande vantagem ao activar este pequeno botão situado no volante e depois ditar a função desejada é a facilidade disso puder ser feito sem precisar de tirar as mãos do volante, desviar o olhar da estrada, falando sempre em português e sem hesitações significativas do sistema na interpretação das instruções vocais.

Que mais há de novo no Focus de 2015?


Provavelmente, este é uma das mudanças que chama mais à atenção no renovado Focus, salientada pelo ecrã táctil de dimensões maiores que alberga o sistema.

O habitáculo mantém-se muito semelhante ao original de 2011. Foram melhorados alguns aspectos para melhorar a funcionalidade de alguns sistemas e aumentar o número de pequenos espaços disponíveis.

As dimensões interiores permanecem as mesmas, reforçando apenas a facilidade - que já oferecia - de ser um carro fácil para condutores com estaturas diferentes encontrarem uma boa posição de condução. De série, dispõe de banco do condutor ajustável em altura, tal como o volante em profundidade e altura. Atrás, o espaço disponível para as pernas e cabeça fica dentro da média para a classe, mas o mesmo não acontece em termos de largura. De igual modo, os 363 litros de capacidade da mala não são um grande valor em comparação com os seus concorrentes mais directos.

Melhorias mecânicas


Mas o modelo sofreu mais alterações com o propósito de melhorar o conforto e a eficácia do seu desempenho.

As transformações operadas na suspensão e na direcção, bem como as ajudas electrónicas resultam num Focus mais ágil e preciso em curva, o que certamente irá agradar quem aprecia uma condução mais desportiva.

Isso é conseguido com um aumento da rigidez estrutural, obtido através de uma revisão da geometria da suspensão e de uma nova afinação dos amortecedores. Estreou também um avançado sistema de estabilidade que reconhece o tipo de condução que está a ser praticada e antecipa uma eventual perda de motricidade, pré-activando o controlo electrónico de estabilidade para maior segurança.

Estas melhorias operadas na suspensão produziram também benefícios na insonorização – até porque a densidade dos revestimentos foi reforçada – ajudada pela própria qualidade dos materiais interiores evoluiu.

Novos motores


O Focus mais acessível vai também continuar a dispor do motor a gasolina 1.0 EcoBoost de 125 cv.
Mas há novidades na oferta de versões a gasóleo: o 1.6 TDCi é substituído por uma unidade ligeiramente mais pequena, embora mais potente (120 cv) e mais eficiente (consumo misto anunciado de 3,8 l/100 km e emissões CO2 de 98 g/km).

Novo é também o motor diesel de 2,0 litros. Tem 150 cv e, tal como o novo 1.5 TDCi, pode dispor de uma transmissão manual de seis velocidades ou de uma transmissão automática PowerShift.

Com este motor, o Focus ganha e mantém facilmente a velocidade mesmo a baixas rotações. Isso resulta numa condução bastante tranquila (se for essa a intenção), sem recurso constante à caixa de velocidades para manter o andamento. E também algum controlo dos consumos: com este motor o Focus continua a não ser o mais económico da categoria, mas ficou mais perto: sem necessidade de conter muito a condução, são possíveis médias de consumo em redor dos 5,5 litros.

Preços e equipamento


No renovado Focus há novos e mais evoluídos sistemas de ajuda à condução e de segurança.

Mas tal como o SYNC2 fazem-se pagar à parte e somam aos cerca de 23 mil euros pedidos por esta que é a versão mais bem equipada da gama.

Até 31 de Março de 2015 está a decorrer uma campanha de desconto de vários milhares de euros, enquanto o sistema de navegação, o SYNC II, o rádio/CD Premium e o Pack Driver III (que inclui o sistema de estacionamento automático) fazem parte de uma oferta de lançamento do novo Focus.

Dados mais importantes
Preço (euros):
24.296 (Trend) / 25.668 euros (Titanium)
Motores
1499 cc, 120 cv às 4000 r.p.m., 270Nm entre 1750-2500 rpm, turbo de geometria variável, injecção common rail
Prestações
195 km/h, 10,5 seg.
Consumos (médio/estrada/cidade)
3,8 / 3,4 / 4,3 litros
Emissões Poluentes (CO2)
98 g/km
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2 comentários:

  1. muito bom carro, pena é que tenha um sistema "easy fuel" que é muito "easy" para quem queira ser "amigo", coisa que um engº. não muito iluminado resolveria com um tampão com chave para evitar este desconforto e o pior é que para os carros Europeus ainda não há soluções

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    1. O orçamento não chegava para o tampão..Pura estupidez !

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