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ENSAIO: Nissan Qashqai 1.6 dCi 130 CV (MY 2014)

É um carro concebido para agradar. Afinal, a pretensão e o desejo de qualquer construtor. No caso do Qashqai, esse desígnio abrange condutores de géneros diferentes, com posturas de condução e necessidades diversas. Pela formas, pelo estilo e pelas possibilidades de personalização, tanto agrada a condutores como a condutoras, tanto satisfaz os anseios de jovens dinâmicos como de famílias que precisem de espaço e funcionalidade interior. Este é, afinal, o segredo do sucesso do Qashqai, um modelo que está permanentemente entre os 10 mais vendidos ao nível europeu.

Na senda de mais razões que expliquem o seu êxito olhemos para o habitáculo. Não apenas o desenho simpático, as formas, a qualidade ou o equipamento disponibilizado... A razão primeira está na altura. Embora efectivamente menos alto do que parece, o Qashqai oferece uma posição de condução elevada que melhora a visibilidade e dá ao condutor maior domínio da estrada. Além de facilitar os acessos, a altura dos bancos auxilia, principalmente, a colocação de cadeirinhas de criança nos lugares traseiros.
Quem se senta nos lugares traseiros beneficia de boa visibilidade para o exterior. Este banco não têm regulação longitudinal e nem os respectivos encostos possuem inclinação. Contudo, o espaço é suficiente para adultos de estatura média, até porque os estatura mais elevada poderão sentir algum constrangimento em relação à altura.

Capacidade da mala

Apesar de ligeiramente maior (é 49 mm mais longo do que a primeira geração, 20 mm mais largo e 15 mm mais baixo) e da distância entre eixos ampliada, o Qashqai permanece compacto. Isso reflecte-se sobre a mala, com somente 430 litros. Bem esquadrada, o piso é constituído por duas partes distintas que permitem modular este compartimento de vários modos: é possível gerar e aceder facilmente a pequenos espaços sobre o chão da mala ou colocar, ao alto, uma das partes do piso, de modo a "trancar" melhor os objectos transportados. Este espaço pode ser ampliado com o rebatimento dos encostos traseiros, passando a capacidade de carga, até ao tejadilho, a ser de 1.513 litros. Não existe pneu suplente, apenas um kit anti-furo.

Desempenho do motor e comportamento

A versão testada é equipado com o mesmo motor 1.6 dCi de 130 cv da geração anterior. (ler AQUI o último ensaiado realizado, precisamente ao Qashqai I equipado com motor 1.6 dCi). Com caixa manual de seis velocidades, esta solução mecânica assegura muita agilidade ao conjunto. Silencioso e generoso a acelerar em estrada, em cidade revela-se mais comedido. Até às 1700/1800 rpm proporciona uma aceleração suave e económica, condizente com o "pára-arranque" urbano, apenas a suficiente para alguma elasticidade que dispense o recurso assíduo ao manípulo da caixa. Daí em diante, até bem perto das 4000 rpm, o turbo ganha pressão e o Qashqai 1.6 dCi torna-se num veículo mais rápido e mais dinâmico.
Em matéria de comportamento, a atitude típica de um veículo um pouco mais elevado mostra tendência para abrir a trajectória. Mas sem qualquer deriva que incuta menos confiança sobre a condução. A superior capacidade de amortecimento da suspensão aumenta o conforto a bordo e beneficia a insonorização. Esta segunda geração do Qashqai conta com amortecedores de pistão duplo que actuam de forma independente e ainda com um novo sistema de controlo de estabilidade do chassis.
Este controlo electrónico (para velocidades superiores a 40 km/h) age sobre os travões de forma a contrabalançar os movimentos naturais do chassis sobre piso irregular, mantendo a plataforma o mais plana possível para, desta forma, aumentar o conforto dos ocupantes. Este sistema é desligável.

Posição de condução, gama e equipamento

A posição de condução do novo Nissan Qashqai é, como já dissemos anteriormente, um dos melhores trunfos do modelo. Resulta cómoda e muito boa em termos de visibilidade para o exterior, o que facilita bastante a condução.
O habitáculo revela-se agradável e funcional. Materiais suaves, design simples mas simpático, instrumentos e comandos acessíveis e práticos. A iluminação jovial de certas áreas do habitáculo contribui para o bom ambiente que se vive a bordo. A única parte menos conseguida é o facto de, quando o sol está alto, o seu brilho interferir bastante sobre o ecrã da consola central.
O Escudo de Protecção Inteligente NISSAN é parte integrante da nova geração do QASHQAI. Trata-se de um conjunto de funcionalidades concebidas para melhorarem a segurança de condutor e passageiros. Incluem sistema anti-colisão frontal, sistema de alerta de fadiga, aviso de mudança de faixa, aviso de ângulo morto, detecção de objecto em movimento durante manobras, regulador automático de máximos e identificador de sinais de trânsito, por exemplo. Sobre este último, realce para a fantástica capacidade de realmente conseguir "ler" os tradicionais sinais fixos colocados nas bermas das estradas.
Ler mais sobre este equipamento no TEXTO DE APRESENTAÇÃO do modelo.
A gama engloba dois motores a gasóleo - o bloco 1.6 dCi de 130 cv agora ensaiado e a conhecida unidade 1.5 dCi de 110 cv -, além de vários níveis de equipamento.
Conta com versões de tracção dianteira ou integral - ALL-MODE 4x4-i - e transmissões manual de seis velocidades ou a totalmente nova Xtronic, disponível apenas com o motor dCi de 1,6 litros. O sistema Stop & Start está presente em todas as versões.
Os preços indicados começam nos 26100 euros para o motor menos potente e nos 28100 euros para o motor 1.6 dCi.
Itens como o controlo activo do chassis ou o escudo de segurança são disponibilizados de série nas versões mais elevadas de equipamento. Existe uma versão especial para empresas.


Dados mais importantes
Preços (euros)
28.100 € (Visia)
Motor
1598 cc, 4 Cil./16 V, 130 cv às 4000rpm, 320 Nm a partir das 1750 rpm, injecção directa common rail, turbo com geometria variável, intercooler
Prestações
190 km/h, 10,3 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,4 / 3,9 / 5,2 litros
Emissões Poluentes (CO2)
115 gr/km

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