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ENSAIO: Nissan Note 1.2 DIG-S (vs Honda Jazz 1.2 i-VTEC)

O novo Note assume-se como um citadino, embora mantenha todas as características procuradas num monovolume compacto. Aliás: reforçou mesmo algumas dessas funcionalidades, nomeadamente as que respeitam à gestão de espaço. Portanto, está apto para satisfazer necessidades de espaço mais familiares, aliando a isso a maior capacidade de manobra que a sua estrutura compacta o permite. Fácil de dirigir, ágil e, a partir de agora, com muitas ajudas à condução disponíveis, não lhe falta talento ou à-vontade para uma condução diária em cidade.

O novo Note está a despertar mais interesse dos portugueses do que o anterior. Assim o demonstram as vendas da nova geração, desde que foi lançada no final do ano passado.
O modelo permanece compacto por fora mas conquistou mais espaço interior. Ganhou ainda maior versatilidade, pode receber mais equipamento de segurança e ajudas à condução e beneficiou com um refinamento da qualidade dos materiais do habitáculo.
Informações mais completas sobre o novo equipamento do Nissan Note e demais características técnicas constam do texto de apresentação do modelo que se encontra AQUI.

Um concorrente do Note: o Jazz

Não é habitual estabelecermos comparativos neste espaço. Embora este acabe por o ser, o resultado final não pretende mostrar vantagem de qualquer dos modelos.
Até porque, se um é novo (Note), o outro vai conhecendo as derradeiras versões antes da chegada de uma nova geração. Mas o Honda Jazz é, actualmente, um dos modelos que mais se aproxima, em termos de conceito, motor e características, do Nissan Note.
Um estudo aos custos de manutenção de vários citadinos a gasolina, publicado pela Fleet Magazine (pode ser lido com maior detalhe AQUI), mostra que os valores para ambos ficam bastante próximos.
Certo é que Note e Jazz partilham silhuetas semelhantes e a mesma ideia de versatilidade interior.
Num e noutro, os acessos e a posição de condução não merecem reparo. As portas têm abertura ampla e os bancos dianteiros são suficientemente confortáveis. O ajuste em altura do banco do condutor irá permitir uma posição de condução um pouco mais elevada, o que, em conjunto com pára-brisas amplos, permite a ambos um bom controlo visual da estrada.
Uma das grandes vantagens da maximização de espaço interior em conjuntos exteriormente compactos é a maior capacidade de manobra. No Nissan Note o diâmetro de viragem entre passeios é de 10,7 metros, no Honda Jazz é de uns excepcionais 9,5 metros.


Interior do Note

Os revestimentos interiores do Nissan Note são em plástico rígido e pouco vistoso, embora agradável ao toque. A solidez evidencia-se na total ausência de ruídos parasitas no interior. Por falar nisso, a insonorização em relação ao motor ou aos ruídos de rolamento também é boa.
Existe um grande número de pequenos compartimentos de arrumação espalhados pelo habitáculo do Note: por baixo dos comandos de ventilação, na consola central e dois porta-luvas com tampa e de dimensão razoável. O porta-luvas de cima esconde uma ficha USB e uma entrada de áudio AUX. Nenhum deles é iluminado ou refrigerado e os compartimentos das portas são reduzidos.

Habitáculo do Jazz

Com qualidade idêntica, mas menos vistoso e a denunciar o peso da idade do conceito (apesar de renovado em 2011), o interior do Honda Jazz equivale-se na oferta de pequenos espaços. A excepção é a existência de apenas um porta-luvas.
O que realmente torna inconfundível o habitáculo do Jazz é a versatilidade permitida pelos “bancos mágicos” da Honda (de série).
Com esta funcionalidade, os assentos (assimétricos) podem elevar-se e “colar-se” ao respectivo encosto, permitindo transportar objectos mais altos entre os bancos dianteiros e traseiros. A altura disponível entre o piso e o tejadilho é de cerca de 1,28 metros.
Outra vantagem é o espaço adicional de carga por baixo dos assentos traseiros.
É também possível reclinar o encosto do banco traseiro em mais do que uma posição.
A capacidade da mala é de 346 litros, com possibilidade de a estender até aos 1320 litros com o rebatimento dos bancos. Nesta situação, o piso fica praticamente plano e nivelado com a entrada da mala

Funcionalidades do Note

No modelo da Nissan, o espaço traseiro é tão mais generoso para as pernas dos ocupantes, quanto a forma como é feito o acerto longitudinal do respectivo banco.
O Nissan Note beneficia ainda com o facto de ter cerca de 20 cm a mais de comprimento face ao Honda Jazz (4,1 metros vs 3,9 metros)
Em largura favorece mais a presença de dois passageiros do que os três ocupantes que a lotação permite. Neste aspecto, Note e Jazz equivalem-se, apresentando até a mesma largura exterior (1695 mm).
O espaço traseiro mais amplo para os passageiros do Note e uma bagageira maior (dos 325 aos 411 litros) são possíveis graças ao aumento da distância entre eixos do novo modelo e porque, nas versões com nível de equipamento mais elevado, o banco traseiro desliza 14 cm sobre calhas.
Prática e polivalente, a profundidade da bagageira pode assim variar entre os 72,5 cm (nas versões de banco fixo), 69,7 cm (com o assento deslizante o mais próximo da traseira) e 85,9 cm com este banco o mais puxado à frente.
A capacidade da mala das versões com banco traseiro fixo é de 325 litros.
A versatilidade do espaço de carga aumenta com a dupla posição da tampa que lhe serve de piso. É muito fácil permutar entre as duas alturas disponíveis apenas com uma mão, graças a um engenhoso sistema de deslizamento.
Existe um pequeno compartimento sob o chão da mala e, de série, não existe pneu suplente.

Mecânica do Note

Além de uma versão diesel que utiliza o conhecido motor 1.5 dci, o Nissan Note tem à disposição duas versões do motor a gasolina 1.2: atmosférico de 80 cv e 98 cv com um pequeno turbo.
Todos dispõem de transmissão manual de cinco velocidades. Só a versão mais potente tem como opção a caixa automática de variação contínua (XTRONIC).
Além da acção do compressor para elevar a potência, o motor a gasolina de 98 cv beneficia de um avançado sistema que torna mais eficiente a injecção directa de combustível no motor. O objectivo foi reduzir os consumos e as emissões.
Se isto até resulta no Micra, que também utiliza este motor mas que é mais pequeno e mais leve, não é assim tão evidente no Note. Mais pesado, a caixa revela-se demasiado longa nas relações finais. O que obriga o condutor a subir o regime do motor, até bem perto das 4000 rpm, para encontrar energia em determinadas ocasiões.
Apesar do reforço de binário que esta versão conhece (147 Nm face aos 110 Nm da versão menos potente deste motor), na abordagem de lombas e com mais carga a bordo, por exemplo, há mais necessidade de recorrer à caixa de velocidades. A situação agrava-se com o ar condicionado ligado.
Ao circular na cidade e numa condução mais tranquila ou familiar, este sentimento de falta de potência é menos evidente.

Em jeito de resumo…

A novidade e linhas mais dinâmicas do que no modelo anterior, uma frente mais marcante e actual, a agilidade e o carácter prático da sua condução, bem como a versatilidade do espaço interior, ajudam a explicar o sucesso que o novo Nissan Note tem tido em Portugal.
Acresce a isto o facto do carro japonês poder agora contar com mais equipamento de segurança e mais ajudas à condução, muita da qual inédita neste segmento.
No caso do actual Jazz, já se sabe que irá conhecer uma nova geração em 2015 (ler AQUI a notícia). Mas provando que se trata de um carro bem nascido, conserva-se válido e actual, apesar dos anos que o projecto já conta.
O igualmente pequeno motor 1.2 de 90 cv do Jazz enfrenta as mesmas dificuldades do Note.
Com a diferença da atitude mais familiar do Jazz em cidade ou em estrada inspirar uma condução menos dinâmica. A suspensão consegue mesmo surpreender pela capacidade demonstrada a absorver as irregularidades do piso.
Isto acaba por surtir efeito sobre os consumos, com o pequeno carro japonês a conseguir médias equiparáveis às do que o Note.
Devido ao valor das emissões, o IUC do Nissan Note é de 98,80, em contraponto com os 131,91 que paga o Jazz.
Eventualmente algo a ter também em conta.


Dados mais importantes  NISSAN NOTE 1.2 DIG-S
Preços (euros)
Desde 19.190 TEKNA SPORT (*)
Motor
1198 cc, 3 cil., 12 V, 98 cv às 5600 rpm, 147 Nm às 5400 rpm, injecção indirecta
Prestações
181 km/h, 11,8 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,3 / 3,8 / 5,3 litros
Emissões Poluentes (CO2)
99 g/km
(*) Sem despesas administrativas e de transporte
Dados mais importantes  HONDA JAZZ 1.2 DIG-S
Preços (euros)
Desde 16.650 (*)
Motor
1198 cc, 3 cil., 12 V, 90 cv às 6000 rpm, 114 Nm às 4900 rpm, injecção indirecta
Prestações
177 km/h, 12,6 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
5,3 / 5,6 / 6,6 litros
Emissões Poluentes (CO2)
123 g/km
(*) Não inclui despesas de logística e preparação e SGPU


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