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ENSAIO: Volvo XC70 D4 FWD 2.0 181 cv

Entre veículos com características idênticas, o Volvo XC70 continua a impor bastante presença. Apesar da idade, as linhas conservam uma intemporalidade clássica, o que dá à carrinha sueca um porte altivo e cheio de classe. Uma elegância máscula que convida à aventura quando misturada com o conceito de um crossover, graças a um conjunto de características que lhe permitem ir além do asfalto, embora apenas por terrenos com um tipo de piso não muito agreste. A chegada de um novo motor diesel de quatro cilindros, com 2,0 litros e 181 cv, e uma igualmente nova caixa de velocidades automática de 8 velocidades, são os motivos principais do regresso a este modelo.

A XC70 deriva da carrinha V70, cujo ensaio mais recente numa versão de motor 1.6D de 115 cv está AQUI.
O modelo agora ensaiado já dispõe de um bloco diesel de nova geração "Volvo Drive-E", integralmente desenvolvido pela marca sueca (ler AQUI). Alguns dos motores anteriores provinham da ligação à Ford e desta com o grupo PSA, o mais conhecido dos quais era, precisamente, o bloco 1.6 D referido anteriormente.
Pertencendo a uma nova classe de motores concebida a pensar na eficiência energética, que melhor forma existiria para analisar o seu desempenho, do que fazê-lo num carro que pesa quase duas toneladas?

Em destaque: motor e a nova caixa automática

Com este novo diesel de 2,0 litros com 181 cv, e uma igualmente nova caixa de velocidades automática de 8 velocidades, o XC 70 revela, em cidade, uma progressão suave e com preocupações ecológicas. É que, afinal, há que movimentar quase duas toneladas de massa!
A responsabilidade desta atitude deve-se, em grande medida, ao escalonamento da caixa automática de oito velocidades. Porque, em estrada aberta e embalado, a desenvoltura, sem ser desportiva, torna-se mais segura e rápida.
O mais notável desta caixa - que pode dispor de patilhas no volante para comando sequencial, além do que já permite a respectiva alavanca das mudanças - é a linearidade quase imperceptível da sua progressão. Isso e o facto de entregar muito rapidamente o binário necessário (no caso de deixarmos de nos preocupar com os consumos), garantindo ao conjunto a dinâmica necessária para as fases de recuperação ou para uma ultrapassagem.
Perante a contingência do peso, a média final do ensaio até foi boa: 6,3 litros, embora o teste tenha decorrido maioritariamente em estrada.
Permanece um equilíbrio muito salutar entre conforto, comportamento em estrada e desempenho (limitado, é certo) fora do alcatrão. As quase duas toneladas interferem apenas quando se tentam descrever curvas mais rapidamente, obrigando a alargar a trajectória.
Quanto a circular fora de estrada, as protecções na carroçaria cumprem o seu papel de estilo. A altura ligeiramente mais elevada pode ajudar em certas situações, mas há que ter presente o facto de esta versão não dispor de tracção às quatro rodas.
Contudo, pode contar-se com a grande robustez da estrutura e com alguma eficácia da suspensão, pelo menos no que concerne a preservar o conforto.

Novidades e funcionalidades interiores

Além da introdução recente desta nova mecânica (ler AQUI mais detalhes, nomeadamente a propósito da tecnologia "i-ART"), no ano passado o Volvo XC70 conheceu algumas alterações ao nível da dianteira e da iluminação, ganhando também alguns cromados e jantes que podem ir até às 19 polegadas. Revelando mais equipamento, as novidades do interior concentram-se, basicamente, num novo painel de instrumentos, o display TFT configurável estreado pela V40.
Sem interferir na forma do tablier ou nas restantes funcionalidades, este novo painel de instrumentos, digital e configurável, permite que o condutor escolha entre três ambientes gráficos: “Elegance” (estilo mais tradicional e tranquilo), “Eco” (iluminação verde e com informação que fomenta uma condução ecológica), e “Performance” (desportivo e com a iluminação de fundo em vermelho).
Mas, porque se trata de uma carrinha, torna-se importante dedicar um pouco de atenção à capacidade e funcionalidade da sua mala. Quando se abre a ampla porta da bagageira (esta abertura pode ter comando eléctrico) descobrem-se 575 litros de capacidade. Que podem ser ampliados até 1600 litros com o rebatimento dos bancos traseiros. Nesse caso, a profundidade quase atinge os dois metros.
Calhas longitudinais no piso da mala contribuem para uma melhor fixação da carga. Existe um alçapão para colocar pequenos objectos fora da vista e uma segunda "tampa", na zona superior, serve, essencialmente, para segurar objectos e evitar que se dispersem pela área da mala durante a condução.
Há pneu suplente para uso temporário.

O preço da qualidade

Por vezes, a qualidade de um produto intui-se também pelo “peso” que certas partes nos transmitem. Se for assim, no caso do XC 70, esse peso da qualidade pressente-se, por exemplo, quando se rebate o banco traseiro.
E, tal como acontece em outros modelos do construtor sueco, os lugares laterais traseiros do XC70 podem englobar assento para crianças integrado.
Este carro não é propriamente barato e faz-se pagar pelo “peso” da qualidade que transporta. Aos 51 mil euros da versão base, há que somar 3149 euros da caixa de oito velocidades automática designada "Geartronic". Depois, é o que a carteira permitir: o nível de equipamento intermédio - "Summun" – custa 3567 euros, as patilhas no volante para controlo sequencial da transmissão 170 euros, a grade retráctil presa junto do tejadilho (imagem) que serve para separar o compartimento de carga do habitáculo custa mais 135 euros… e por ai adiante.

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