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ENSAIO: Mercedes-Benz Classe C 220 BlueTEC (MY 2014)

Na nova geração do Classe C foi claramente dada prioridade à eficiência energética. Por isso, todo o conjunto perdeu peso e ganhou fluidez, para diminuir consumos e reduzir emissões. Daí que, apesar de ligeiramente maior e de conter mais equipamento, algum dele uma novidade absoluta, o familiar mais popular da Mercedes tenha resultado num conjunto mais dinâmico, com melhores prestações e mais agradável de conduzir.

Duas vantagens evidentes de um carro mais leve são, a par de uma maior eficiência no que toca a consumos (e emissões), a melhoria do seu desempenho dinâmico.

Qualquer destes os objectivos foi plenamente alcançado: o “C” ensaiado mostrou-se expedito a acelerar e extraordinariamente ágil em curva. Até porque, de série, todas as versões vêm equipadas com tecnologia Agility Control.

Este sistema permite variar o amortecimento da suspensão através de um simples comando localizado na consola, que pode ainda funcionar em conjunto com outros parâmetros que interferem na condução: resposta do acelerador e assistência da direcção, por exemplo.

É importante referir que este acréscimo dinâmico não se traduziu em mais consumos. De facto, testado numa das duas versões diesel por enquanto disponíveis, que utiliza o conhecido motor de 2143 cc na versão de 170 cv, o Mercedes-Benz C 220 BlueTEC chegou ao final do ensaio com uma média em redor dos 5,5 litros.

O binário máximo de 400 Nm disponível entre as 1400 e 2800 rpm torna mais fácil a sua condução em ambientes urbanos mais complicados. A boa desmultiplicação da caixa de seis velocidades e um sistema start/stop bastante rápido a reagir também são uma boa ajuda.

Em condições de cidade, sobretudo em piso mais degradado, fosse por causa do equipamento pneumático ou da afinação da suspensão também seriam desejadas melhores capacidades de insonorização e conforto.  

Características interiores

Os 10 cm a mais no comprimento, oito dos quais utilizados para aumentar a distância entre eixos, explicam o crescimento da habitabilidade. Mesmo assim, não de forma significativa. O novo C acaba por proporcionar apenas um pouco mais de espaço para as pernas traseiras que o CLA, por exemplo, além de escassos centímetros na largura do banco traseiro.

A forma dos bancos e o túnel central (mantém-se a tracção traseira) privilegiam a presença de dois ocupantes que podem gozar da anatomia envolvente dos encostos.

De referir que, nas versões "base" não é possível o rebatimento do encosto dos bancos traseiros. Ou seja, estes são fixos impossibilitando uma maior funcionalidade no transporte de objectos mais longos.

Outrora conservadora no que se trata de interiores, no atual “C” a Mercedes arriscou e trouxe do “A” e do “B” a tablet “flutuante”, colocada em posição elevada ao centro do tablier. Acrescentou-lhe uma novidade: um comando touchpad situado entre os bancos dianteiros.

A partir deste comando, o utilizador pode controlar todas as funções do painel de entretenimento com a ponta dos dedos. Com este touchpad é possível introduzir letras, números e caracteres especiais a partir da escrita manual sobre a sua superfície.

Se peso e aerodinâmica justificam o aumento das prestações, não esquecendo a superior afinação do chassis, essa mesma política de economia de peso “quase” que sobressai no interior do novo C.

A presença do “quase” deve-se tão só ao facto dos revestimentos em pele e das diversas aplicações (maioritariamente plásticas) que enriquecem a imagem do interior, esconderem materiais que, ao toque, produzem um som pouco de acordo com uma marca com os pergaminhos da Mercedes.

Em áreas inferiores e na parte traseira do habitáculo, alguns plásticos tinham também uma aparência mais frágil do que seria esperado numa viatura com características premium.

Capacidade de mala e funcionalidade

Familiar que se preze tem boa capacidade de mala. Em relação à geração anterior, a capacidade da mala não apresenta alterações significativas: a volumetria da bagageira não teve um aumento significativo face à geração anterior: 480 litros, representa uns escassos 5 litros a mais.

As formas mais regulares permitem melhor aproveitamento do espaço da mala, deixando de existir a possibilidade de pneu suplente. Para colmatar essa necessidade em caso de azar, existe o inevitável kit anti-furo. Está colocado sob o piso ao lado de uma caixa desmontável em plástico.

Por mais 350 euros o cliente pode ainda optar por quatro pneus com tela lateral reforçada “MOExtended”, que permitem circular alguns quilómetros, sem ar, a baixa velocidade.


 Dados mais importantes
Preços desde
Desde 45.500 euros
Motor
2143 cc, 4 cil/16 V, 170 cv das 3000 às 4200 rpm, 400 Nm das 1.400 às 2.800 rpm, common rail, turbo, geometria variável, intercooler
Prestações
230 km/h, 8,2 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,0 / 3,4/ 4,8 litros
Emissões Poluentes (CO2)
103 g./km


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