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ENSAIO: Peugeot 508 1.6 e-HDi/115 cv e 2.0 BlueHDi 150 cv (MY 2015)

O modelo mais "empresarial" do construtor francês adquiriu “status” com o objectivo de ficar mais perto das propostas “premium” que dominam a classe. Ganhou também mais equipamento e reforçou a qualidade de construção. Enquanto o 1.6 e-HDi tem preços a partir de 31 mil euros no caso da berlina (há um diferencial de cerca de 1300 euros para a carrinha), o custo do 2.0 BlueHDi de 150 cv eleva-se a mais de 36.500 euros.


Na Europa a 30, o segmento D representa cerca de um milhão e meio de veículos/ano: 45% são berlinas de três volumes, 55% correspondem a carrinhas. É uma classe dominada pelas marcas “premium” - Mercedes-Benz (Classe C), BMW (série 3), Audi (A4) e Volvo (S60/V60) - mas em que as marcas ditas “generalistas” representam já 50% das vendas da categoria.

A necessidade de reforçar presença num mercado tão exigente, levou a Peugeot a evoluir este seu representante mais executivo. Mantendo o essencial das suas linhas, produziu para 508 uma nova grelha, mais vertical e com o leão em clara evidência. Tal facto obrigou a redesenhar o capot, enquanto as versões topo de gama ganharam ópticas totalmente em LED, incluindo os indicadores de direcção.

De um modo subtil, o carro ganhou alguma classe e um perfil mais apelativo aos olhos dos clientes de modelos executivos.

Interior com mais tecnologia


O novo Peugeot 508 conserva um tablier com linhas clássicas e um painel de instrumentos de leitura imediata.

Acompanhando as novas exigências multimédia e a necessidade de integrar mais equipamento, o painel do 508 passou a contar com um ecrã táctil de 7 polegadas (dependendo do nível de equipamento), a partir do qual são controladas diversas funções como a climatização, computador de bordo e sistemas de som e navegação. Nele são também projectadas imagens provenientes da câmara de visão traseira, que se revela de pouca utilidade à noite, uma vez que, ao contrário do que acontece durante o dia, as imagens recebidas em situações de pouca luz são de fraca qualidade.

Outra nova ajuda à condução de bastante utilidade é o detector de objectos no ângulo morto do espelho.

Com uma qualidade de materiais que não deslumbra mas também não desmerece a classe, o Peugeot 508 garante espaço suficiente para dois adultos de estatura normal no banco traseiro, jogando com uma razoável capacidade de carga na mala: cerca de 515 litros tanto na berlina como na carrinha.

Também não abunda em pequenos espaços à disposição dos ocupantes dianteiros. Em termos de funcionalidade, além da estranheza de um botão de arranque à esquerda do volante, há a realçar a utilidade da rede que dividia a zona de carga do restante habitáculo.

Mecânica racional nos consumos


A gama passou a contar também com um novo motor.

Potente mas bastante frugal nos consumos, o bloco 2.0 BlueHDi de 150 cv com caixa manual de seis velocidades garante resposta pronta a baixos regimes e grande capacidade de aceleração. Testado na versão carrinha, surpreendeu sobretudo pela brilhante média de consumos; pouco mais de 5,0 litros. Em estrada, perante a disponibilidade que demonstra para ritmos acelerados, o consumo médio subiu cerca de um litro.

Contudo, a oferta mais interessante para Portugal continua a ser o diesel 1.6 e-HDi com 115 cv e caixa manual de seis velocidades. Mais ruidoso e, naturalmente, menos espontâneo do que o motor anterior, este conhecido HDi cumpre com aquilo que promete: um andamento mais familiar e uma economia que provém, antes de mais, do valor de aquisição e dos custos de IUC.

De realçar que ao longo da evolução, a subida de potência foi acompanhada por uma ligeira redução do binário. No entanto, a sua faixa de utilização tornou-se mais linear, estando disponível mais cedo e alargando-se até às 3000 r.p.m.. Tal facto contribui para uma condução mais económica e com menos recurso à caixa de velocidades. 

De um modo geral, em termos dinâmicos, o Peugeot 508 vai satisfazer quem aposta num carro com uma atitude mais ágil e desportiva. Não que deixa de se mostrar confortável, mas o seu andamento em estrada com piso menos suave não consegue ser tão refinado e macio como algumas das novas propostas da categoria.

Muito precisa a curvar e sem grandes oscilações da massa traseira, as versões carrinhas revelam uma suspensão equilibrada independentemente da carga transportada. De realçar que, ao contrário do que sucede com outras propostas neste segmento, a suspensão traseira da 508 SW não é auto-regulável.

Equipamento ao nível da classe


O nível base é o Access e está apenas disponível para a versão 1.6 e-HDi. Inclui bastante equipamento de conforto e algumas ajudas à condução. Dado ser uma versão muito procurada pelas empresas, pode ser complementado pelo Pack Business que inclui ajuda ao estacionamento traseiro, jantes em liga leve de 16’’, touchscreen + Bluetooth + USB e ar condicionado automático por mais 590 euros.

O nível Active constitui a oferta média e por isso aquele a partir do qual está disponível de série o ecrã de 7’’ com bluetooth e sistema de navegação. Tanto este patamar como o seguinte (Allure) podem ser complementados por "Pack Sport" que acrescentam jantes em liga leve de 17’’ ou 18'', além de diverso equipamento de conforto e de auxílio à condução.

No topo, o Peugeot 508 GT acrescenta ao já rico equipamento Allure os bancos em meio-couro GT Marston.

No TEXTO DE APRESENTAÇÃO DO PEUGEOT 508 está um descrição detalhada do equipamento proposto para cada nível, bem como todas as características de cada uma das versões.


Dados mais importantes -  1.6 e-HDi/115 cv
Preços desde
30000 (31000) euros
Motores
1560 cc, 115 cv/3600 rpm, 240/254 Nm (overboast) das 1500 às 3000 rpm, common rail, turbo com geometria variável
Prestações (0/100 km/h)
200 (197) km/h, 11,3 (11,6) seg
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,1 (4,2) / 3,6 (3,7)/ 5,0 (5,0) litros
Emissões Poluentes (CO2)
109 (110) g/km
(Os valores que estão entre parênteses referem-se à versão SW)
  
Dados mais importantes - 2.0 BlueHDi 150 cv
Preços desde
30000 (31000) euros
Motores
1997 cc, 150 cv/4000 rpm, 370 às 2000 rpm, common rail, turbo com geometria variável, overboast
Prestações (0/100 km/h)
210 (210) km/h, 8,9 (9,1) seg.
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,0 (4,1) / 3,7 (3,6)/ 4,9 (4,8) litros
Emissões Poluentes (CO2)
140/144 g/km

(Os valores que estão entre parênteses referem-se à versão SW)

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