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ENSAIO: Honda Jazz 1.2 i-VTEC City Top

Inovador em muitos aspectos, o utilitário da marca japonesa continua a surpreender pelo espaço generoso e a agradar por um desempenho bastante equilibrado. Uma década após ter surgido a primeira geração, recebe um novo atributo topo-de-gama que não só vinca ainda mais a validade do conceito, como mostra que ele ainda está em forma... para as curvas de uma qualquer cidade

Desde que foi lançado no mercado europeu em 2001, o Honda Jazz tem conhecido pequenas alterações estéticas, revisões mecânicas e incremento de equipamento. O essencial manteve-se ou foi mesmo reforçado: uma habitabilidade superior à esperada face a uma estrutura tão compacta (3,9 metros de comprimento por 1,7 de largura) e uma grande facilidade de condução, sobretudo graças a uma posição de condução mais elevada que tira partido de um avantajado pára-brisas e da restante superfície vidrada.

Em grande parte por causa disto o Jazz ("Fit" em alguns mercados) é muito apreciado pelo sexo feminino. Embora as alterações estilísticas introduzidas na presente geração, nascida em 2009, tenham-lhe acentuado um aspecto mais desportivo (ver AQUI o que realmente mudou), o interior manteve funcionalidades bastante familiares: facilidade de acesso ao banco traseiro ou à mala (com 350 litros), modularidade do assento traseiro que se eleva para permitir o transporte de objectos mais altos neste espaço (como vasos com plantas, por exemplo....), e conforto interior melhorado através dos bancos com melhor apoio e do uso de materiais com melhor capacidade de insonorização.


Mais equipamento

A versão ensaiada – City Top –, disponível somente na motorização a gasolina 1.2i de 90 cv, contém faróis de nevoeiro e jantes em liga leve, além de 6 airbags, controlo de estabilidade, ar condicionado, rádio/CD/MP3 com comandos no volante e computador de bordo. Mas o que realmente justifica os pouco mais de 17 mil euros é um equipamento excessivamente “topo de gama” para um modelo de pretensões tão utilitárias: um evoluído sistema de navegação, integrado no tablier, com um avantajado ecrã táctil de 7 polegadas, função bluetooth e porta de entrada USB.
Este sistema não será o mais intuitivo dos equipamentos de navegação, mas não é possível queixar-nos da falta de funcionalidades. Em certas alturas do dia, a incidência do sol que invade o habitáculo através do imenso pára-brisas do Jazz poderá prejudica a leitura, uma situação passageira que, diga-se em abono da verdade, também acontece frequentemente noutros modelos automóveis.

Pequeno e poupado

Vocacionado para as necessidades urbanas, como bem sugere o nome da versão, o Honda Jazz City Top tem, no entanto, na economia do motor e na agilidade do conjunto os seus melhores trunfos. A facilidade de manobra que permite inverter de direcção num espaço reduzido e a visibilidade reforçam-lhe essa tendência. Quando vai carregado (e torna-se fácil consegui-lo, porque tanto espaço o permite), requer um certo empenho da caixa de velocidades para conseguir ultrapassar limitações próprias de um motor pequeno mas ainda assim voluntarioso.
Que, nunca é demais lembrá-lo, se mostra bastante económico.


Dados mais importantes
Preços desde+/- 17000 (City Top)
+/- 16000 (City, s/GPS)
Motor
1198 cc, 16 V, 90 cv às 6000rpm, 114 Nm às 4900 rpm
Prestações
177 km/h, 12,5 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
5,3 / 4,5 / 6,5 litros
Emissões Poluentes (CO2)125 gr/km

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