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ENSAIO: Nissan Juke 1.6i/120 cv Eco (4x2)

A marca japonesa não pára de surpreender, apresentando versões ousadas e fadadas para o sucesso. A uma estética arrojada mas funcional, ou a uma imagem fortemente personalizada mas apelativa e capaz de despertar paixões, junta-se a tradicional qualidade e fiabilidade dos seus produtos. Este pequeno “animal” urbano que responde pelo nome de Juke é mais um. Mas a oferta promete não ficar por aqui. Ao longo de 2011, a Europa ficará a conhecer mais novidades igualmente arrebatadoras.

Modelo citadino com ares de todo-o-terreno, o Juke impõe linhas exteriores que se destacam, principalmente nas formas dianteiras ao nível do grupo óptico e da grelha.
Com formas compactas (4,13 metros de comprimento por menos de 1,8 de largura contacto com os retrovisores), o Nissan Juke não é um carro espaçoso, nomeadamente ao nível do banco traseiro (pouco largo e acanhado para as pernas), nem de mala, com pouco mais de 250 litros.
Embora, neste último caso, se possa contar com a funcionalidade de um fundo duplo (+ 41 litros) onde se aloja uma caixa impermeável sobre um pneu suplente mais fino.
Já os lugares dianteiros, embora também sem grande desafogo, oferecem o desejado conforto. Garantida está igualmente a funcionalidade dos comandos, maior do que aquela que é oferecida pelos pequenos espaços para a guarda de objectos pessoais. Destaque para o desenho da consola entre os bancos e para a forma alegre e colorida como surgem as informações do ar condicionado.
A altura mais elevada do conjunto — atrever-me-ia a dizer que este carro será bastante do agrado do público feminino —, favorece a visibilidade, além das manobras poderem contar com a ajuda de uma câmara traseira que faz parte da lista de opcionais.

Não tão alto assim...

A maior altura em relação ao solo (cerca de 18 cm) e umas jantes de 16 polegadas permitem-lhe algum à-vontade quando o piso se degrada. Mas é preciso ter presente que, apesar disto e de alguns reforços ou protecções, o Juke não é um todo-o-terreno. Faltam-lhe as ajudas à condução em situações extremas dessa natureza, ao contrário daquelas que o condutor pode contar no que concerne ao andamento em estrada ou a velocidades mais elevadas: auxílio electrónico à travagem e controlo de estabilidade, que fazem parte do equipamento de série de qualquer versão, tal como... os seis airbags para o caso de alguma coisa correr menos bem.

Gasolina ou diesel?

Bom é o desempenho da motorização ensaiada, apesar da caixa de cinco velocidades nem sempre conseguir acompanhar, em rapidez, o que os 120 cv do motor prometem. Embora o interesse da maior parte dos consumidores recaia naturalmente sobre a versão diesel 1.5 dCi com 110 cv, importa ter presente que esta última custa mais 3000 euros. Se considerarmos uma diferença de 20 cêntimos entre o preço dos dois combustíveis, para uma quilometragem média da ordem dos 20000 km/ano, feitas as contas, a versão a gasóleo só se torna rentável a partir do sexto ano!
Mesmo conferindo uma vantagem de 1 litro no consumo médio para a versão diesel, sem considerar que, normalmente, as revisões programadas de um motor a gasóleo tendem a ser mais caras. Em contrapartida, a procura e o valor de retoma são mais elevados do que as versões a gasolina.
Por falar em consumos, o Juke 1.6i anuncia uma média de 6,4 litros, mas a do ensaio ficou exactamente um litro acima. O que não é mau num carro com maior resistência aerodinâmica.
Uma campanha actualmente em vigor oferece condições vantajosas em leasing, além de alargar a garantia para 4 anos e oferecer o seguro contra danos próprios durante o primeiro ano.

Dados mais importantes
Preços desde+/- 18 250 (Visia)
Motor
1598 cc, 16 V, 120 cv às 6000rpm, 158 Nm às 4000 rpm
Prestações
178 km/h, 11 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
6,4 / 5,3 / 8,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)147 gr/km

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