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Mais um "Dakar" começa... e com portugueses dispostos a vencer!


Ao início de cada novo ano acontecem sempre duas importantes provas de todo-o-terreno: o clássico Dakar e o África Eco Race. E, este ano, as duas competições contam com portugueses candidatos à vitória. No "Dakar", o grande motivo de interesse é saber até onde poderá ir a participação do “motard” Hélder Rodrigues, após o pódio conquistado na edição de 2012. Na prova que agora se corre em terras sul-americanas, o piloto “DreamTeam” da TMN conta com a vantagem de ser o primeiro piloto da Honda (ver a notícia).
Ontem, numa espécie de prólogo de apenas 13 km, reservou-se para não ser um dos primeiros a abrir a classificativa. Mas hoje, ao contrário do que tinha planeado, a 2ª etapa não lhe correu de feição e foi obrigado a abrandar drasticamente o andamento por causa de uma arreliadora falta de gasolina. Pelo Dakar anda também outro português, Carlos Sousa. De novo aos comandos de uma viatura chinesa com a qual conquistou o sexto lugar no ano passado - a melhor classificação de sempre da equipa Great Wall - Carlos Sousa já rola dentro do Top 10.
No final assista ao vídeo com o resumo da segunda etapa disputada dia 6 de Janeiro, com uma extensão de 242 quilómetros cronometrados, a grande maioria disputados totalmente em areia

À partida de Lisboa era o próprio Hélder Rodrigues quem assumia a ambição de vencer uma competição que conhece bem. Afinal o "nosso" campeão do Mundo de todo-o-terreno já foi terceiro, quarto e quinto classificado na prova sul-americana em 2011, 2010 e 2009, respectivamente.
Na edição deste ano, o piloto “DreamTeam” da TMN é o primeiro piloto da Honda no regresso deste construtor japonês às competições de todo-o-terreno e a um evento que a Honda já venceu, por cinco vezes, nos anos 80. Isto acontece depois da estreia da Honda CRF450 Rally no Rali de Marrocos, em Outubro, uma corrida que serviu para avaliar, no terreno, o estado de preparação desta nova moto de competição.

Estratégias de corrida

Na primeira etapa disputada dia 5 de Janeiro, uma curta especial cronometrada de apenas 13 quilómetros que servia para definir a ordem de partida para a etapa de hoje, Hélder Rodrigues, tal como a maioria dos pilotos mais credenciados, foi propositadamente lento para não partir na frente.
Só que, ao contrário do que tinha planeado, no final da etapa de hoje foi obrigado a abrandar e perdeu com isso mais de quatro minutos. A razão foi uma inusitada falta de gasolina, algo que, a dever-se a cálculos mal feitos, não se entende numa estrutura profissional e competente como a Honda costuma ser. Mais a mais quando Hélder Rodrigues estava já a cerca de 60 km do final da etapa e rodava bastante próximo do terceiro classificado.
O piloto da Honda, Red Bull e TMN resumiu assim a etapa: “Estava a fazer a etapa de acordo com o que tinha planeado. Já sabia que na fase inicial iria perder algum tempo nas ultrapassagens, na medida em que havia bastante pó e não queria correr qualquer tipo de risco. Mas depois comecei a ter o terreno mais aberto e a poder andar mais a fundo. Infelizmente, a meia dúzia de quilómetros da chegada, apercebi-me que estava com pouca gasolina e fui forçado a dosear o andamento, para não correr o risco de ficar parado no meio do sector selectivo”.
No final Hélder Rodrigues realizou o 15º tempo, apesar de ter perdido apenas 22 segundos para Cyril Despres, o piloto francês vencedor do Dakar 2012. Depois de lhe estar a ganhar mais de 4 minutos...
Apesar deste contratempo conseguiu ainda assim ser o melhor piloto da equipa oficial da Honda.

E Carlos Sousa?

Outro piloto português muito acarinhado pelos portugueses é Carlos Sousa. O piloto de Almada repete a participação no Dakar, uma competição onde já ganhou etapas e obteve brilhantes resultados na geral.
Este ano ele próprio admitiu ambições mais modestas do que sexto lugar alcançado no ano passado com a equipa chinesa Great Wall, perante a concorrência esperada este ano.
Contudo, na 2.ª etapa a equipa luso-chinesa conseguiu ser nona e só não chegou ao sexto lugar porque a poucos quilómetros do final não conseguiu ultrapassar uma duna e o carro atascou. Não fossem esses 4 ou 5 minutos perdidos e Carlos Sousa teria ficado bem perto de entrar no Top 5 dea classificação geral: "Embora sem arriscar nada, ultrapassámos vários concorrentes em pista e outros atascados nas primeiras dunas deste Dakar. O carro esteve impecável e passamos todas as dunas tranquilamente... à excepção de uma já perto do final, onde acabamos por atascar, perdendo cerca de 4 a 5m. Enfim, nada de especial, embora nessa altura já estivessemos muito próximos dos grupo dos 5 primeiros. Seja como for, cumprimos o nosso objetivo para este dia e entramos já no top-10 da geral. Amanhã aumentam as dificuldades e vamos ter já pela frente os primeiros cordões de dunas no início da especial. Mas as etapas que causam preocupação a todos são as que seguem, na terça e quarta-feira. Aí sim, vão começar as grandes diferenças na classificação."
O Dakar segue até dia 20 de Janeiro com diversas etapas na Argentina, Peru e Chile.


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