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ENSAIO: Seat Leon 1.6 TDI CR 105cv

Modelo de cariz familiar na sua versão de 5 portas (CR) – existe também uma de três (SC) e, futuramente, está previsto haver uma variante carrinha –, o Leon, quer seja pela designação ou por causa da presença no Campeonato Mundial de Turismo (WTCC), é muito associada ao desporto automóvel. Mais ligeiro e com mais qualidade interior, a recente geração ganhou ainda mais equipamento de conforto e novas ajudas à condução. Vamos então tentar perceber como ficou, salientando desde já a especial importância que foi dada à diminuição dos consumos e à redução das emissões.

Até se transferir para a Honda, onde compete com o novo Civic, o piloto português Tiago Monteiro correu para a Seat no WTCC, tripulando, precisamente, um Leon. Com ele obteve alguns resultados de relevo, com destaque para o pódio conquistado, em 2011, no Circuito da Boavista, no Porto.
Além deste facto, são talvez as linhas enérgicas e agressivas das anteriores gerações, a par de variantes mais desportivas como as versões “FR”, que mais contribuíram para a consolidação de uma imagem jovem e dinâmica da gama Leon.
A nova geração pouco mudou neste último aspecto. Apesar do traço mais suave, moderno e até mesmo elegante. Em acréscimo a isto e a algumas imposições de modernidade, como as luzes diurnas em led (os faróis dianteiros podem mesmo ser integralmente constituídos por leds), o presente Seat Leon trouxe mais equipamento de segurança e entretenimento.
No primeiro caso conta-se uma panóplia de sistemas de ajuda à condução, como um detector de fadiga ou falta de concentração do condutor, a função de activação automática das luzes dos “máximos” e o assistente de faixa de rodagem, um vigilante atento e permanente que corrige a trajectória quando o condutor se distrai; no segundo, inclui de série o “SEAT Easy Connect” e propõe o “Media System Touch”, “Colour” ou “Plus”.
Trata-se de um equipamento que controla as funções de entretenimento e comunicação, tal como um grande número de variáveis do veículo, a partir de um ecrã táctil colocado no painel de instrumentos. (conhecer mais detalhes do seu funcionamento no Texto de Apresentação do modelo)

Aumentou o espaço interior e a qualidade

Ao apreciar o interior do novo Leon descobre-se uma subida na qualidade dos materiais, embora mais pela robustez que aparentam ao toque do que pela abundância de revestimentos suaves. Isto apesar de alguns detalhes menos evidentes a um primeiro olhar e que, porque menos bem conseguidos, parecem indiciar alguma contenção nos custos.
Apesar do actual Seat Leon ser mais curto em comprimento, a maior distância entre os eixos reforça a impressão de mais espaço na zona traseira, nomeadamente ao nível das pernas. Contudo, o banco traseiro do modelo espanhol não me parece capaz de garantir grande conforto ao passageiro que lhe ocupe o lugar central, apesar de este dispor até de alguma largura.
A capacidade da mala também cresceu, situando-se agora nos 380 litros. No interior existem pequenos ganchos para segurar sacos até 1,5 kg. Mas o rebatimento do banco não cria uma superfície plana na continuação do piso da mala, havendo uma espécie de "degrau" entre esta e o encosto rebatido do banco.
Um pneu suplente constitui opção.
Num habitáculo que oferece uma luminosidade alegre, não me entusiasmou o desenho do tablier, aparentemente demasiado conservador e pouco criativo para a inspiração que a marca habitualmente revela. Embora reconheça funcionalidade para quem conduz – na realidade está tudo à mão e o seu uso é bastante intuitivo –, excepção feita à ausência de ajustamento, em altura, dos cintos de segurança dianteiros.

Boa postura em estrada, desempenho familiar

Nada disto impede uma posição de condução e um entrosamento fácil do condutor com o carro, tarefa em que é ajudado por uns bancos que apresentam boa compleição e que oferecem um correcto apoio.
Esta sensação agradável é complementada com um desempenho acima da média. O Leon é, seguramente, um dos modelos que melhor concilia o comportamento com o conforto, revelando ainda dispor de uma plataforma ligeira e muito rolante, bastante bem equilibrada e flexível. Como serão, então, as versões “FR”, mais potentes e com suspensão superiormente afinada…
Equipado com o conhecido motor 1.6 TDI de 105 cv, do grupo VW, o conjunto ensaiado é uma fera amansada a quem lhe foram impostas obrigações de consumo e emissões. As médias realizadas durante o teste oscilaram entre os 5,2 e os 5,5 litros, valores bons porque o andamento foi quase sempre feito em passo apressado. A contribuir para a contenção de emissões, um sistema start/stop rápido e eficaz e uma caixa de somente cinco velocidades. Uma transmissão de seis velocidades certamente permitiria uma melhor desmultiplicação inicial, capaz de assegurar arranques mais convictos a esta versão do Leon.
Disponível em Portugal a partir de 21250 euros com motor 1.2 TSI, a gasolina, de 86 cv. Este motor a gasolina contém também uma variante com 105 cv.
Existe ainda uma versão do motor 1.6 TDI com 90 cv e sem sistema start/stop. Ligeiramente mais acessível em termos de preço está homologado com consumos e emissões mais elevados (consumo ponderado de 4,1 l e CO2 de 108 g/km).


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Dados mais importantes
Preços desde
desde 24.897 euros (Reference)
Motores
1598 cc, 16 V, 105 cv das 3000 às 4000 rpm, 250 Nm das 1500 às 2750 rpm, injecção directa common rail, turbo com geometria variável e intercooler
Prestações
192 km/h, 10,7 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
4,6 / 3,3 / 3,8 litros
Emissões Poluentes (CO2)
99 gr/km


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