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ENSAIO: Ford Kuga 2.0TDCi 140cv 4X2 Titanium

O novo modelo do SUV americano talvez tenha perdido alguma agressividade estética face ao modelo anterior, mas ganhou, se calhar graças a isso, mais algum espaço interior e maior funcionalidade. Disponibiliza também mais equipamento, sobretudo de segurança e no que se refere às novas ajudas à condução: estacionamento automático, alertas visuais e sonoros de transposição involuntária de faixa de rodagem, detecção de objectos no ângulo morto do espelho, ajuda ao arranque em declive, etc., etc.. Substitui o modelo lançado em 2008, é ligeiramente maior (8 cm no comprimento) e isso beneficia-lhe a capacidade da mala que é agora de 456 litros. Embora ligeiramente pesado, apresenta consumos e emissões mais reduzidas.

O SUV americano tornou-se global e consegue ser um carro divertido de conduzir, simpático em ambiente urbano e com algumas limitadas capacidades fora de estrada, desde que em piso firme.
Continua a não ser um todo-o-terreno. Nem pode ser equacionado quanto a tal, mesmo quando equipado com tracção total.
O que não é o caso do modelo ensaiado. Ainda assim, a grande altura ao solo (19 cm) e as protecções na carroçaria e no chassis admitem algumas liberdades fora do alcatrão à versão testada, tendo presente que, além de só dispor de tracção dianteira, os pneus não são os mais adequados para piso demasiado macio ou escorregadio.
Com a vantagem de todas as versões serem Classe 1 nas portagens nacionais, o Kuga está disponível com motores a gasolina 1.6 com 150 ou 180 cv, além do diesel 2.0 TDCI de 140 ou 163 cv. Às versões mais potentes correspondem transmissões automáticas e/ou versões com tracção integral. Preços a partir de 28.745,00 € (gasolina) e 35.845,00 € (gasóleo).

Condução ágil e confortável

Em condições normais de ambiente urbano, a condução do Kuga é em praticamente tudo semelhante à de um veículo ligeiro. Mais ainda quando equipado com as novas ajudas ao parqueamento. Obviamente que a posição de condução elevada facilita em muito a visibilidade mas, quer as manobras do volante (com assistência eléctrica da direcção), quer o controlo da suspensão, são capazes de assegurar, em ritmo tranquilo, a estabilidade e o conforto necessários.
Já em estrada aberta e em velocidade, aquilo que mais rapidamente sobressai é a importância e a eficácia do controlo de estabilidade. O trabalho de uma suspensão mais firme e por vezes mais incómoda sobre mau piso permite-lhe grande agilidade em curva e quase faz o condutor esquecer a maior distância ao solo que o Kuga dispõe.
Apoiado no trabalho de uma caixa manual de seis velocidades, os 140 cv deste motor 2.0 TDCi mostram “galope” mais do que suficiente para os gastos da condução. E, por falar em gastos, em termos de consumos, o computador assinalava uma média ponderada de 6,2 litros. Nada mal.

Interior mais silencioso e espaçoso

A nova geração Kuga está definitivamente mais silenciosa. Não apenas melhor insonorizada, como pisa melhor a estrada e até o trabalhar deste motor diesel 2.0 2.0 TDCI de 140 cv é mais tranquilo e equilibrado.
No interior impera o pragmatismo. Embora não existam materiais ou acabamentos que impressionem ou se destaquem, a verdade é que também não desiludem.
O novo modelo vem atenuar a falta de espaço nos bancos traseiros da geração anterior, ao elevar ligeiramente a altura do banco e alargar o espaço para os joelhos. Os encostos dos assentos traseiros são ajustáveis, podendo rebater ligeiramente ou ficar numa posição mais vertical. O lugar central traseiro não é muito cómodo, não por culpa do túnel central que é muito discreto, antes devido ao apoio de braços rebatido com porta-copos integrado.
Conseguiu tudo isto sem alterar a distância entre eixos, aumentando ainda a capacidade da mala, que é agora de 456 litros.

Geração melhor equipada

A carroçaria de 5 portas com 5 lugares articula-se em dois níveis de equipamento: Trend e Titanium.
Um vasto equipamento de segurança é disponibilizado de série ou como extra na nova geração do Kuga: assistente que utiliza o telemóvel conectado para ligar automaticamente para os serviços de emergência e transmitir a localização em caso de acidente, tecnologia que alerta o condutor para os veículos no ângulo morto dos retrovisores, sistemas que avisam e ajudam a manter o veículo dentro da faixa de rodagem, detector de sinais de fadiga do condutor, controlo automático de velocidade com limitador, sistema de reconhecimento de sinais de trânsito, assistência ao arranque em subidas que impede que o veículo descaia quando destrava e sistema auxiliar de travagem de emergência.
O nível de equipamento mais elevado (Titanium, a partir de 30,245 euros com motor a gasolina 1.6 ou 37.345 com motor 2.0 TDCI) vem naturalmente recheado de equipamento.
Contudo, há dois acessórios que constituem extras: um é o sistema de estacionamento automático incluído no Pack Driver, que acrescenta sensores de estacionamento à frente e atrás e retrovisores recolhíveis, mas que custa 450 euros, outro, inédito, é a abertura eléctrica do portão da bagageira associado a um sensor que permite abri-la ou fechá-la sem mãos. Muito útil quando se tem as mãos ocupadas com os sacos de compras, por exemplo, basta passar o pé sob o pára-choques para se iniciar o processo da sua abertura (mais 300 euros).
Acompanhe mais este tema complementado por mais imagens na galeria de imagens na página do Facebook do Cockpit Automóvel que se encontra AQUI.

Dados mais importantes
Preço da versão ensaiada
35.845 euros
Motor
1997 cc, 4 cil., 16 V, 140 cv às 3750rpm, 320 Nm entre as 1750 e as 2750 rpm, dupla árvore de cames, common rail, turbo de geometria variável, intercooler
Prestações
190 km/h, 10,6 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
5,3 / 4,7 / 6,3 litros
Emissões Poluentes (CO2)
139 gr/km
Medidas TT
Ângulo de entrada
20,7 graus
Ângulo de saída
27,9 graus
Ângulo ventral
18,9 graus
Distância ao solo
19,1 cm

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