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Setenta e duas horas para provar a fiabilidade de um Renault

Para qualquer marca automóvel seria um projecto arriscado: colocar cinco dos seus carros mais vendidos numa pista de corridas, a rodar em simultâneo, muito desse tempo nas mãos de “pilotos” que eram na maioria desconhecidos. A acrescentar a isto outro factor: rodariam 72 seguidas, com paragens apenas para a troca de pilotos, de pneus, reabastecimento, uma rápida inspecção mecânica ou eventual substituição de pastilhas de travões. Dada a partida às 15 horas de sexta-feira, dia 31 de Janeiro de 2014, três dias depois os cinco carros envolvidos perfizeram 27.744 quilómetros (quase ¾ do perímetro da Terra) à média de 83 km/h, descontado nos tempos de paragem. Cerca de trezentos condutores com idades compreendidas entre os 18 e os 71 anos efectuaram 6865 voltas, o mesmo valor em euros que constava no cheque entregue pela Renault Portugal à Operação Nariz Vermelho, uma instituição pública de cariz social que animou esta iniciativa inédita em todo o Mundo.

Nunca será demais repetir o sucesso da acção que, tanto quanto se conseguiu apurar, foi a primeira alguma vez realizada em todo o Mundo. Que, embora com riscos elevados para a imagem da marca, terminou com sucesso. É que não só os cinco carros concluíram sem incidentes as 72 horas de andamento, como andaram quase sempre mais rápido do que a própria Renault previa. E nem sempre da melhor forma, uma vez que, por não se efectuarem tantas passagens de caixa como as que estavam previstas e seriam desejáveis, isso significou que os cinco carros andaram mais tempo em regimes elevados e os travões foram mais solicitados.
E mesmo assim, embora não se tratasse de uma corrida e fosse pedido aos condutores que fizessem um andamento “normal”, algumas das melhores voltas foram registadas nas últimas horas da acção, pelas mãos de alguns dos elementos da organização.
Para facilitar a condução aos menos experientes e prevenir ousadias ou distracções, foi escolhido o traçado “antigo” da pista do Estoril e as trajectórias mais seguras eram indicadas com a ajuda de pinos. O andamento do carro era monitorizado em tempo real pela Cartrak, uma empresa de gestão de frotas. Alguns dos dados permanentemente controlados na box: posição em pista, velocidade, regime, passagens de caixa, travagem, desaceleração, forças de gravidade e, claro está, tempo por volta. Que, recomendava a prudência, não deveriam andar muito abaixo dos 3 minutos.
Qualquer “desatenção” do piloto ou má conduta em pista e o condutor era avisado através de rádio, o mesmo acontecendo quando terminava o seu tempo de andamento em pista.
Além de alguns episódios com chuva pouco recomendáveis para a segurança, previa-se que os momentos mais críticos pudessem acontecer durante a noite, uma vez que a pista do Estoril dispõe de pouca iluminação nocturna. Com a maior parte do andamento durante esse período a ser assegurado por elementos da organização, colaboradores da empresa e da rede de concessionários, alguns (poucos) dos participantes escolhidos a partir da rede Facebook tiveram, ainda assim, o raro privilégio de ver o sol raiar.
No final da acção, a Renault Portugal atribuiu um cheque à Operação Nariz Vermelho no valor de 6.865 euros, correspondente ao número total de voltas realizadas pelos cinco carros.


Dados estatísticos referentes aos 3 dias da acção

- 72 horas equivalem a 4.320 minutos. Os carros não andaram propriamente este tempo, uma vez que devem ser descontados os momentos para a troca de pilotos, reabastecimento, troca de pneus, etc.
- Assim sendo, 70h05 foi o tempo que esteve em pista a viatura que menos tempo perdeu nas paragens nas boxes, e 68h54 foi o tempo que esteve em pista a viatura que mais tempo perdeu nas paragens
- Foram mais de três centenas os condutores com diferentes experiências e idades compreendidas entre os 18 e os 71 anos.
- Os automóveis escolhidos foram os cinco mais vendidos pela Renault em Portugal durante 2013 e têm preços entre os 14.480€ (Clio TCe 90) e os 30.060€ (Mégane Coupé 1.6 dCi GT Line). A estes juntaram-se o Clio Sport Tourer 1.5 dCi 90 EDC, o Captur 1.5 dCi 90 e a Mégane Sport Tourer 1.5 dCi 110 GT Line
- As 6.865 voltas corresponderam a 27.744 quilómetros. O Mégane Sport Tourer 1.5 dCi 110 GT Line foi o carro que registou maior andamento (5.674 km), seguido pelo Mégane Coupé 1.6 dCi 130 GT Line (5.665 km), Captur 1.5 dCi 90 (5.563 km), Clio TCe 90 (5.516 km) e Clio Sport Tourer 1.5 dCi 90 EDC (5.300 km)
- Para fazer andar as cinco viaturas foram gastos 4.310 litros de combustível. Efectuaram-se 82 reabastecimentos. O Renault Clio TCe 90 foi o que mais vezes reabasteceu (21 vezes), seguido do Clio Sport Tourer 1.5 dCi 90 EDC (18), Captur 1.5 dCi 90 (17), enquanto o Mégane Sport Tourer 1.5 dCi 110 GT Line e o Mégane Coupé 1.6 dCi 130 GT Line foram atestados 13 vezes.
- Foram montados 24 pneus Michelin, outro dos parceiros da iniciativa, e substituídos 15 calços de travão durante os três dias da operação
- A média global do andamento das cinco viaturas foi de 83 km/h, ou 77 km/h se incluídas as paragens nas boxes. A velocidade máxima atingida ao longo dos três dias foi de 173 km/h pelo Mégane Coupé 1.6 dCi 130, 166 km/h registou o Mégane Sport Tourer 1.5 dCi 110 GT Line, o Clio TCe 90 158 km/h, o Captur 1.5 dCi 90 154 km/h e o Clio Sport Tourer 1.5 dCi 90 EDC 153 km/h
- A melhor volta realizada ao Circuito do Estoril, à média de 113.02 km/h, coube ao Mégane Coupé 1.6 dCi 130 GT Line: 2m15,1s
- Foram descritas 68.650 curvas
- Realizaram-se 94.849 passagens de caixa. Curiosamente, o maior número foi efectuado pelo modelo com caixa de velocidades automática, o Clio Sport Tourer 1.5 dCi 90 EDC: 23.676. Seguiu-se o Mégane Sport Tourer 1.5 dCi 110 GT Line com 19.320, o Mégane Coupé 1.6 dCi 130 GT Line com 19.275, o Captur 1.5 dCi 90 com 16.429 e o Clio TCe 90 com 16.149 passagens de caixa
- Foram monitorizadas travagens com forças de 1.61g e forças laterais de 1.71g. Qualquer delas, curiosamente, no Clio TCe 90
- Registaram-se 552.000 “ocorrências”, ou seja, uma média de 20 por quilómetro e 80 por volta. Do total, cerca de 20% corresponderam a passagens de caixa. Além destas, as “ocorrências” analisadas eram acelerações bruscas de mais de 0,35g, travagens fortes de mais de 0,35g, forças laterais de mais de 0,35g, mudanças na direcção superiores a 5 graus e picos de rotação superiores a 4.000 rpm
- As “72 Horas Non-Stop Renault” geraram cerca de 120 mil interacções (gostos, comentários e partilhas) a partir da página oficial da marca no Facebook https://www.facebook.com/RenaultPortugal, enquanto o desafio de serem partilhadas imagens de conta-quilómetros de Renault já perfez quase 40 milhões de quilómetros, quase um terço da distância entre a Terra e o Sol.

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