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ENSAIO: Honda Civic 1.6 i-DTEC (MY 2013)

Com alguns anos de atraso em relação à concorrência, a marca japonesa tem, finalmente, o seu próprio motor diesel de média cilindrada. Tardou mas, há que reconhecê-lo, valeu a pena esperar. O seu surgimento no mercado foi, portanto, uma boa razão para regressar ao volante do Civic e testá-lo com esta nova motorização diesel de 1597 cc, 120 cv e uns fantásticos 300 Nm de binário às 2000 rpm. Uma das grandes vantagens, em mercados onde o preço final está dependente da carga fiscal que incide sobre a cilindrada e sobre as emissões, é a faculdade de conseguir valores de comercialização mais competitivos. Assim, o custo da versão mais económica com este motor situa-se perto dos 25 mil euros, cerca de três mil euros a menos do que a versão 2.2 i-DTEC (ver AQUI o ensaio), a única proposta diesel até agora existente. Mais considerações sobre o ensaio já a seguir.


Despachado e muito económico, este Civic está equipado com uma caixa manual de seis velocidades e sistema start/stop - muito rápido a reagir -, este mesmo motor irá, em breve, servir outros modelos da gama. O primeiro dos quais o novo CR-V.
Após o ensaio, o consumo médio registado no computador de bordo deste Civic foi de 4,6 litros, um dos melhores resultados (senão mesmo o melhor) que já consegui com um motor desta cilindrada, neste segmento. Um valor obtido em teste predominantemente de estrada, sem concessões ao andamento.
Sendo assim, crescem as expectativas quanto ao resultado do uso deste motor num modelo mais pesado e com outras características aerodinâmicas, como é o novel SUV da marca nipónica.

Inevitável comparação com a unidade de 150 cv

Tal como essa versão de 150 cv, o comportamento deste 1.6 i-DTEC mantém as características de suavidade, pouco ruído de funcionamento e ausência de vibrações, conservando ainda uma boa elasticidade da resposta nos baixos regimes. Apesar do valor máximo do binário – 300 Nm – estar anunciado para as 2000 rpm, o facto é que a energia do conjunto começar a manifestar-se logo em torno das 1500 rpm. Uma curva ampla de binário favorece e torna não apenas prática a condução urbana, como a resposta suave da aceleração contribui para manter controlados os consumos.
Naturalmente menos convicto a acelerar do que a versão de 150 cv, ainda assim, o Civic 1.6 i-DTEC proporciona uma condução mais entusiasta e desportiva do que os seus pares da concorrência. Aliás, se a acelerar não é tão lesto quanto o motor 2.2, nas recuperações essa diferença é menos significativa.
Há ainda que realçar o facto de este motor trabalhar com valores de compressão baixas para um “gasóleo”, o que reduz a emissão de poluentes nocivos e dispensa dispendiosos catalisadores de gases, além de baixar os valores de emissões (apenas 94 g/km de CO2). Consequentemente, isso origina igualmente uma diminuição das despesas de manutenção.
Mais detalhes sobre o motor e sobre o equipamento desta versão constam do respectivo TEXTO DE| APRESENTAÇÃO.

Atitude facilitada pelo comportamento aerodinâmico

Para qualquer das características atrás enunciadas contribui também o baixo peso deste motor (quase integralmente em alumínio), bem como a preocupação tida com a redução do atrito das peças móveis.
Discutia um destes dias sobre as formas do actual Civic. Naturalmente, haverá quem não goste. Mas não é possível ficar-lhe indiferente. Se olharmos para a história recente da gama, há que reconhecer que a intemporalidade das linhas tem permitido manter a silhueta bastante actual, melhorada que foi ainda bem recentemente.
O perfil acentuadamente em cunha facilitava o trabalho aerodinâmico mas, com vista à melhoria desse aspecto, a carroçaria do Civic voltou a ser revista. Foram introduzidas subtis alterações para aumentar o fluxo de ar, como pequenos deflectores de vento à frente e lateralmente, além de uma grelha activa (que abre ou fecha), não só para beneficiar o coeficiente aerodinâmico, como para ajudar a manter constante a temperatura de funcionamento do motor.

Interior sem alterações significativas

De resto, o habitáculo mantém as características das restantes versões, recebendo instrumentação semelhante à versão diesel de 150 cv.
Não há, por isso, muito mais a acrescentar ao que foi dito aquando do ensaio às restantes versões a gasolina (ler AQUI).
Em jeito de resumo, aquilo que melhor distingue (e beneficia) a actual renovação do Civic à versão inicial foi alguma melhoria da visibilidade traseira (com a reformulação da “asa” que sustenta o terceiro “stop” e que “divide” o óculo traseiro) e o surgimento – finalmente! – de uma escova limpa-vidro atrás.
É claro que o tablier recebeu também uma série de novas funcionalidades (com realce para a alteração da iluminação dos instrumentos, consoante a economia da condução que está a ser praticada), enquanto o espaço da mala foi incrementado à custa do desaparecimento do pneu suplente.
Contudo, aquilo que melhor caracteriza o habitáculo do Civic é, sem dúvida, a peculiar forma de levantamento/rebatimento dos assentos traseiros, possibilitando, com isso, o transporte de objectos com maior altura.

DADOS MAIS IMPORTANTES
Preços desde
24.350 a 27.700 euros
Motor
1597 cc, 120 cv/4000 rpm, 300 Nm às 2000 rpm, 16 V., common rail, turbo com geometria variável e intercooler
Prestações (velocidade máxima/aceleração)
207 km/h, 10,5 seg. (0/100 km/h)
Consumos (combinado/extra urbano/urbano)
3,7 / 3,5 / 4,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)
98 g./km

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