ANÁLISE: Vendas de veículos automóveis em Portugal em 2013

Entre veículos ligeiros e pesados, incluindo os comerciais ligeiros, venderam-se em Portugal, durante o ano de 2013, 126.684 unidades. Este valor representa um crescimento de 11,7% face ao ano anterior, muito impulsionado pela boa performance que o mercado começou a registar a partir de meados do ano anterior. A ponto de Dezembro de 2013 representar um crescimento de 44,6% face a idêntico período de 2012, seguramente um ano de má memória para as vendas de veículos automóveis em Portugal. Contudo, apesar dos sinais optimistas, estes valores ficam aquém dos melhores registados em anos anteriores a 2011, o que significa que o mercado está ainda abaixo do desejado e que o parque circulante de automóveis em Portugal continua a envelhecer. Mas vamos à tabela das vendas, sem surpresa liderada novamente pela Renault.


Desta vez a marca francesa não fez o pleno e, mesmo entre os automóveis ligeiros, teve uma vitória renhida. Apesar da boa performance, a Volkswagen não cresceu tanto como o mercado ou até mesmo como a sua mais directa rival, tendo sido mesmo superada pela Peugeot quando contabilizado o número total de ligeiros de passageiros e comerciais.
Em grande parte devido à boa aceitação das suas versões comerciais, o grupo PSA (Peugeot e Citroën) registou um bom desempenho de vendas no mercado nacional.
Além da vitória absoluta, outra marca do grupo Renault alcançou uma boa prestação: a Dacia conseguiu um crescimento percentual de 74 pontos, subindo a sua quota de mercado. E se neste rol englobarmos a marca japonesa da Aliança Renault Nissan, que também teve uma subida de vendas e um ligeiro aumento de quota de mercado, é caso para dizermos que os ventos foram alísios para as bandas de Oeiras, onde ficam os escritórios de representação destas marcas em Portugal.


O sobe e desce de marcas de prestígio

Por fim, a esperada consagração de três marcas premium que conheceram bons resultados nas vendas; BMW, Mercedes e Audi, por esta ordem nos ligeiros de passageiros, ou invertendo a ordem dos dois primeiros se englobarmos os comerciais, ocuparam respectivamente a quarta, quinta e sétima posição no primeiro caso, a quinta, sétima e nona no segundo caso.
Isto deveu-se ao facto de duas marcas - Opel e Citroën - terem registado fortes vendas na categoria de comerciais ligeiros.
Em sentido oposto, dois símbolos do mesmo grupo coreano viram reduzir a seu penetração em 2013: Kia e Hyundai, apesar de terem apresentado algumas novidades em 2013, não conseguiram acompanhar o crescimento do mercado português.
O mesmo aconteceu com uma marca de luxo - a Porsche - que perdeu quota de vendas e de mercado. Entre os modelos mais premium, esta mítica marca é a que mais vende em Portugal, mesmo assim abaixo das 300 unidades/ano.
Quanto à Jaguar, o crescimento de 57,7 poir cento traduziu-se na venda de 175 unidades, em vez das 111 vendidas em 2012.
Apesar de percentualmente ser um valor expressivo (366,7 %!), na realidade marcas como a Aston Martin (para a qual o piloto português Pedro Lamy correu algumas provas de resistência em 2013, incluindo as míticas 24 Horas de Le Mans) venderam somente 14 unidades (contra 3 em 2012), com a Ferrari, Bentley e Lamborghini praticamente inalteradas em relação a 2012.

E para 2014?

Tradicionalmente, o aumento das vendas de comerciais ligeiros e de pesados indicia boas perspectivas económicas a nível geral.
Se a retoma económica do País efectivamente acontecer, 2014 deverá ser um ano de crescimento e de retoma para algumas marcas que passam, neste momento, por reestruturações em Portugal.
É o caso da Ford, que não teve um bom desempenho em 2013 e que deverá passar dirigida a partir de Espanha, ou da Chevrolet que, enquanto marca, irá desaparecer da Europa.
Mas deverão ser reveladas em breve mais novidades. Uma particularmente boa, o regresso da comercialização da Suzuki, operada é certo a partir do país vizinho.
Olhando para a tabela das vendas totais de pesados, as 2.115 unidades vendidas em 2013 representam um crescimento de 21,1% face ao ano anterior. Mercedes e Volvo, alternadamente entre pesados de mercadorias e de passageiros, logo seguidas pela Renault, dividiram o pódio na categoria de pesados.
Bom sinal, sem dúvida, e uma nota de esperança para 2014.

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